Quando discente na faculdade de Artes Visuais, folheei com atenção alguns números da revista “Piauí” na sala de espera do Centro Acadêmico. A Piauí versava sobre assuntos diversificados e fatos do momento - dentre humor, notícias e colunistas. A linha editorial era bastante autêntica. O projeto gráfico também não deixava a desejar, o que era conveniente ao local onde ela se encontrava.
Mesmo não sendo (somente) sobre Artes, a Piauí chegava ao CA de Artes a cada novo número, todos os meses. Em páginas grandes, bom papel e belas ilustrações, veiculava longos textos conduzindo o leitor em uma verve informativa (e criativa) abordando pautas polêmicas e assuntos de sobra para divertir e inspirar ou passar o tempo.
Essa lembrança me faz pensar como não deveríamos ter deixado a cultura de tal mídia se tornar ultrapassada. O ato de transitar em páginas de revistas sempre traz experiências e descobertas valorosas. Assinar uma revista, ou trazer uma delas da banca para casa, é semelhante a se comprar um ticket para o cinema. A pipoca pode nos acompanhar em uma matinê, bem como o café e as revistas caem bem em um final de tarde de sábado.
Muitas publicações desse formato já passaram diante de meus olhos. Sempre tive uma relação estreita com elas, consumindo desde as periódicas de entretenimento às jornalísticas. Cada volume nos oferece peculiaridades, tanto nos aspectos de sua época quanto nas suas linhas editoriais. O consumo rápido e eventual de uma revista não lhes confere menor importância que a de qualquer outro produto literário. Elas nos oferecem novos pensamentos e reflexões.
Algo a se considerar sobre tal categoria de publicação, é o comprometimento com a credibilidade. Há um percurso longo e calculado até a veiculação e ele se baseia em veracidade e no impacto sobre o leitor. Diferente de um post digital, a revista não pode retroceder com o clique de um mouse. Portanto, existe a necessidade de que o conteúdo seja legítimo e que possa ser defendido pelos seus jornalistas e responsáveis.
No contexto das Artes, não ficamos alheios às publicações periódicas. Nelas, a Arte é vista sob perspectivas diversas e com seriedade. Podemos ler opiniões, pesquisas e argumentações consistentes articuladas por profissionais e especialistas respeitáveis. Prova disso, são as descobertas recentes (aqui no meio digital) que me trouxeram boas leituras e impressões visuais bem proveitosas. Vou compartilhar algumas.
DASartes
A DASartes tem um site e também a possibilidade de baixar em PDF. No site se concentram as notícias e, no PDF, textos relacionados às Artes Visuais. Há reflexões, resenhas sobre produções literárias, articulações e análises de obras.
Acesse a revista aqui.
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Arte!BRASILEIROS
Com equipes profissionais e colaboradores convidados, engloba as Artes Visuais como um todo. Informes sobre eventos e fatos das Artes Visuais, lançamentos de livros e biografias, juntamente a análises sobre galerias e opiniões a respeito artes brasileiras.Também com versão PDF.
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Revista Ilustrar
A Ilustrar Magazine trata exclusivamente sobre ilustrações. Temos nela entrevistas, artigos e galerias de imagens. É uma das mais bem diagramadas e com o projeto gráfico mais interessante. Gosto bastante da coluna internacional assinada pelo Brad Holland.
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Há um mundo de informação a nosso dispor. Os excessos podem nos deixar confusos. Por isso, considero importante uma pausa para fazer uma leitura sossegada, atenta, com imersão. As revistas proporcionam momentos relaxantes enquanto o conhecimento é absorvido com prazer e mais cadenciadamente. Vamos nos nutrir de conhecimento com mais qualidade.