
Folheando o portfólio de Rumiko Takahashi, percebi um estilo de personalidade, extrema síntese e repleto de sofisticação. Ainda sendo simplista, ela elabora composições de elevado bom gosto com colorizações à aquarela a despertar a atenção. O design dos personagens remete aos mangás da segunda metade do século passado e os figurinos são inspirados em trajes chineses.
As falhas e distorções anatômicas - obviamente propositais - oferecem dinamismo às poses e cenas de ação. Nos rostos, semelhanças: quase sempre androginia facial. Com a artefinal a bico de pena (pena "G", provavelmente) a autora tem um traço ágil. Não há preocupação em controle de pressão sobre o papel, sendo a tinta depositada em linhas quase ao acaso.
No currículo de Rumiko estão: Mermaid Saga (horror), Maison Ikkoku (drama/romance), InuYasha (aventura) e Ranma 1/2 (comédia e artes marciais). A versatilidade demonstrada nas narrativas gráficas é um contraponto à simplicidade de sua arte. Entregando gêneros diversos, conduz cada um notavelmente, imprimindo a sua marca criativa.
Além das ilustrações e capas, a beleza dos painéis em quadrinhos é, também, um atrativo peculiar. Cenários detalhados distribuídos dentre espaços negativos, texturas, retículas e demais recursos gráficos surgem com equilíbrio. Talvez uma direção bem pessoal da autora junto aos assistentes. A união de todos os elementos conquista instantaneamente.
Tenho me inspirado em Takahashi nas HQs do Etrom: o personagem que adquiriu vida própria e se destacou da HQ de Vivi Morbi. Ele apareceu, em aventuras solo, nos três volumes do fanzine "Serenata" porém, não me orgulho muito das demais peças dessas publicações. Julguei ter tido mais êxito apenas nas historietas do Etrom.
Inicialmente, Etrom estreia com pequenas passagens, entre os seus conflitos vividos em ambientes urbanos ao lado da namorada Suzy. Ele luta contra a perseguição de uma irmandade maligna chamada "L L L L" da qual já fez parte e agora se tornou um opositor. Para sobreviver, deve entrar em confronto com outras gangs da grande cidade e só tem a Suzy como amparo. Etrom é extremamente sensível e durão ao mesmo tempo.
Se Vivi Morbi se concentra no horror e no goticismo, Etrom é existencialista e violento. Em última análise, um drama: o homem buscando se emancipar do passado e reiniciar uma vida nova. Embora as contrariedades, a coragem e o amor tornam possível a esperança. No momento em que escrevo este post, o primeiro número de Etrom permanece em andamento. Para os interessados, o link estará aqui mesmo no site, na seção "HQs".
No currículo de Rumiko estão: Mermaid Saga (horror), Maison Ikkoku (drama/romance), InuYasha (aventura) e Ranma 1/2 (comédia e artes marciais). A versatilidade demonstrada nas narrativas gráficas é um contraponto à simplicidade de sua arte. Entregando gêneros diversos, conduz cada um notavelmente, imprimindo a sua marca criativa.
Além das ilustrações e capas, a beleza dos painéis em quadrinhos é, também, um atrativo peculiar. Cenários detalhados distribuídos dentre espaços negativos, texturas, retículas e demais recursos gráficos surgem com equilíbrio. Talvez uma direção bem pessoal da autora junto aos assistentes. A união de todos os elementos conquista instantaneamente.
Tenho me inspirado em Takahashi nas HQs do Etrom: o personagem que adquiriu vida própria e se destacou da HQ de Vivi Morbi. Ele apareceu, em aventuras solo, nos três volumes do fanzine "Serenata" porém, não me orgulho muito das demais peças dessas publicações. Julguei ter tido mais êxito apenas nas historietas do Etrom.
Inicialmente, Etrom estreia com pequenas passagens, entre os seus conflitos vividos em ambientes urbanos ao lado da namorada Suzy. Ele luta contra a perseguição de uma irmandade maligna chamada "L L L L" da qual já fez parte e agora se tornou um opositor. Para sobreviver, deve entrar em confronto com outras gangs da grande cidade e só tem a Suzy como amparo. Etrom é extremamente sensível e durão ao mesmo tempo.
Se Vivi Morbi se concentra no horror e no goticismo, Etrom é existencialista e violento. Em última análise, um drama: o homem buscando se emancipar do passado e reiniciar uma vida nova. Embora as contrariedades, a coragem e o amor tornam possível a esperança. No momento em que escrevo este post, o primeiro número de Etrom permanece em andamento. Para os interessados, o link estará aqui mesmo no site, na seção "HQs".



