Salas de videogames retrô e RPG dividiram ambientes com concursos de cosplayers, Kpop e um palco temático. Músicas dos animes, desenhos da Disney e dos tokusatsus da virada do século foram cantadas ao vivo para o público numeroso. A dubladora Mirian Ficher cobriu os presentes com o seu imenso carisma, além das demais atrações trazendo empolgação e entretenimento àquela tarde. E o que não poderia faltar era o Artist Alley - no qual estive.
Mas antes de falar dele, preciso esclarecer a respeito de detalhes daquelas circunstâncias. Duas semanas antes, iniciei uma transição de medicamentos psiquiátricos. O anterior estava me matando: elevando a glicose do meu sangue e tornando os meus dias em constantes brigas contra o ganho de peso. Sem mencionar as arritmias cardíacas que vinha me causando. A longo prazo, eu seria destruído lentamente. Mas, como todos sabemos, remédios para tais tratamentos não podem ser simplesmente "cortados" de uma vez só.O ocorrido foi justamente a tal transição me trazer fortes náuseas e tonturas. O mal-estar foi devastador no início porque eu precisei usar ambos os remédios e ir equilibrando as dosagens até diminuir o indesejado para, então o largar. Foi um horror. Era despertar e ir dormir todos os dias com enjoos e uma espécie de "labirintite" exaustiva. E foi nessas condições que aceitei o desafio de participar do evento. A meu favor, havia um terceiro remédio para combater os efeitos negativos dos demais. E, assim, resolvi superar a contrariedade da situação.
O evento ocorreu muito bem. Reencontrei pessoas de estima, conheci o público e entrei no clima da festa. Do momento do tocar de meu despertador, até vir para casa, pareceu ter sido tudo cronometrado. Havia comida vegana, acesso fácil a todos os locais e a assistência pronta dos organizadores. Cada momento foi bem aproveitado, mesmo com o enfrentamento de alguns efeitos residuais dos medicamentos. Apesar desses problemas, senti-me seguro. As horas foram rápidas e minha atenção se voltou - quase que totalmente - a todos os acontecimentos favoráveis.

A distração não foi abalada nem pela minhas vendas baixas. Os visitantes, em sua grande maioria, eram jovens de menos de vinte anos. E, segundo observei, majoritariamente Otakus. Sou extremamente simpatizante dessa tribo. Até identifico algo disso em mim. Porém, sob minhas conclusões, creio ser mais interessante a eles os produtos voltados aos seus universos: botons, adesivos, chaveiros e itens de anime e demais desses nichos.
Sendo assim eu, e os poucos outros expositores com produções autorais, não obtivemos a prioridade pretendida. Garanto não ter sido de todo ruim. Pessoalmente, o problema foi o motivo de minha volta forçada uma hora antes do encerramento do Wowverso. O infeliz problema foi a minha imprudência de comer uma lata de gordurosas batatas fritas industrializadas. O estômago ainda estava bastante sensível... Não fui muito inteligente.



